35 estudos para piano op.100 + op.7

28,00  IVA incl.

Piano Solo

Compositor: Ricardo Matosinhos (1982)
ISMN: 979-0-55054-265-5
REF: ava253232 Categoria:
Descrição

35 Estudos para piano, op.100

Este livro de estudos para piano nasceu de brincadeiras durante as sessões de prática com o meu filho, Filipe Matosinhos, que começou a estudar piano aos seis anos. Tinha acabado de escrever o meu Op. 99 e nada melhor do que um projecto familiar para celebrar o meu Op. 100!

Curiosamente, aos 14 anos, quando dei os primeiros passos na composição, escrevi alguns estudos para piano, incluindo o Op. 7, que cheguei a apresentar em provas enquanto aluno de práticas de teclado. Neste livro, compilei um total de 36 estudos, estabelecendo assim uma ponte temporal de 28 anos.

Mas, se o piano já possui um repertório tão vasto e se grandes mestres escreveram estudos, por que motivo mais uns Estudos de Matosinhos?

À semelhança dos estudos que escrevi para trompa, cada um destes estudos parte de uma dificuldade técnica específica do piano, com diversão pelo meio. É certo que é necessário praticar para evoluir, mas ninguém disse que não nos podemos divertir durante o processo.

Cada estudo tem um título que sugere um personagem ou uma situação, para ajudar a abordar os desafios técnicos de forma mais imaginativa. A improvisação, tantas vezes descurada na aprendizagem inicial, surge aqui em diferentes formas em 14 destes estudos: 1, 5, 8, 13, 14, 16, 17, 19, 23, 27, 29, 31, 33 e 35.

Os estudos estão organizados de forma progressiva, respeitando, de modo geral, uma ordem de dificuldade crescente. No entanto, devem ser utilizados de acordo com as necessidades de cada aluno e não necessariamente pela ordem apresentada. Houve o cuidado de evitar intervalos superiores à sexta, pelo menos nos primeiros estudos, para permitir a execução por alunos com mãos pequenas. Embora alguns destes estudos possam beneficiar do uso de pedal, este não foi indicado propositadamente, para que alunos mais novos possam tocá-los sem pedal. No entanto, incluí algumas indicações de laissez vibrer para sugerir notas que deverão ser sustentadas.

Para facilitar a abordagem, são indicadas algumas sugestões de dedilhação, que deverão ser entendidas apenas como tal. Diferentes factores influenciam as escolhas de dedilhação e, em última análise, estas deverão ser ajustadas por cada intérprete de acordo com as suas necessidades e morfologia.

Gostaria de agradecer à Professora Helena Lourosa por todo o apoio relativamente a questões técnicas, cuja ajuda foi fundamental no desenvolvimento deste projecto.

Optei por reduzir o número de indicações de dinâmica: alguns estudos têm indicações mais pormenorizadas, enquanto outros apresentam dinâmicas mais espaçadas. Fica dada carta branca aos intérpretes para serem expressivos, co-autores da obra, e, acima de tudo, para se divertirem!

1. O Inverno – Este estudo usa apenas as notas fá, sol, lá e si em diferentes oitavas, todas notas brancas, como a neve! Poderá adicionar dinâmicas para lhe dar um toque de cor. Na secção de improvisação podem ser usadas diferentes oitavas, tocando de forma melódica ou em cluster.

2. Sapos – Neste estudo, a mão direita toca lenta e suavemente as notas entre o dó e o sol; contudo, essa calma é interrompida por sapos a coaxar nas teclas pretas. Atenção: os sapos só aparecem se os dedos estiverem redondinhos, na posição correcta.

3. O Baloiço – As notas entre o dó e o sol sobem neste estudo, a baloiçar na mão direita, para cima e para baixo. Aproveite o facto de manterem a mesma posição para dar mais atenção aos saltos na mão esquerda.

4. Chegou a Primavera – É tão bonito quando chega a primavera, cheia de cores! Neste estudo, as mesmas notas da mão direita ganham novas cores, mudando o contexto na mão esquerda, sempre à distância de quinta perfeita.

5. Cascatas da China – A música da China tem uma sonoridade peculiar, dada pelas escalas pentatónicas. As teclas pretas do piano formam uma escala pentatónica, pelo que neste estudo são usadas apenas teclas pretas em diferentes oitavas. Na secção improvisada do compasso 13, a mão direita mantém o mesmo padrão enquanto a mão esquerda improvisa. É fácil, mas não vale tocar notas brancas!

6. A Escada – Muitos principiantes não gostam de escalas, mas estas não são mais do que grupos de notas organizados em degraus, sendo a melhor escada para elevar a performance musical. Para facilitar a passagem do polegar, foram colocadas notas mais longas estrategicamente nos pontos em que ocorre a mudança de dedo.

7. O Relógio no Espelho – Este estudo tira partido da simetria existente a partir da nota ré. Assim, os dedos das duas mãos caminham na maior parte do tempo de forma diatónica e cromática em espelho.

8. Blues – Este estudo apresenta um blues que usa sempre as mesmas notas na mão esquerda e na mão direita. Durante a repetição, poderá improvisar com a mão direita usando a escala de dó blues. O número de repetições fica ao critério da sua criatividade.

9. Blues Saltitante – Um estudo para trabalhar diferentes articulações. Algumas notas são sustentadas enquanto outras saltitam em staccato, seguindo a harmonia de um blues.

10. A Ambulância – Foram usadas diferentes combinações de dedos para formar intervalos consonantes e dissonantes, imitando o som de uma ambulância. No final, se ouvir com atenção, conseguirá perceber o efeito de Doppler à medida que a ambulância se afasta.

11. Ah non… Cha Cha Cha! – O nome deste estudo é uma brincadeira inspirada num famoso exercício de Charles-Louis Hanon (1819–1900), aqui apresentado com um pequeno twist.

12. Os Soldados – Neste estudo, os dedos da mão esquerda estão sincronizados em formação, quais soldados a marchar, sendo constantemente interrompidos por uma corneta desafinada à distância de meio tom. Mandam as indicações militares que os dedos da mão esquerda estejam arqueados, sem perder a formação!

13. Tristeza – Um estudo que começa com uma sonoridade triste, em que algumas notas deverão ser sustentadas enquanto outras mudam. A secção improvisada no compasso 17 poderá ser repetida ad libitum. Como a mão esquerda alterna entre si natural e si bemol, a improvisação da mão direita deverá acompanhar essas oscilações.

14. O Nascer do Sol – Apresenta secções com pulsação livre, alternadas com secções de pulsação estável, retratando a imagem do sol a romper entre as nuvens pela manhã. A secção improvisada em mi mixolídio no compasso 9 poderá ser repetida ad libitum.

15. Assustador – Um estudo assustador, com muitos intervalos de quarta aumentada e quinta diminuta. Tira partido da posição natural das mãos, em que o 1.º e 5.º dedos ficam mais recuados nas teclas brancas, enquanto os restantes navegam nas teclas pretas. O leque de dinâmicas deverá ser bem explorado, para criar uma sonoridade verdadeiramente assustadora.

16. Os Modos – Este estudo nasceu de uma brincadeira para trabalhar diferentes modos a partir da nota dó: lídio, jónio, mixolídio, dórico, eólio, frígio e lócrio. A mão esquerda destaca notas características de cada modo.

17. Caravana – Um estudo em modo frígio, remetendo para a imagem de uma caravana de camelos a atravessar o deserto. No compasso 19, surge uma secção em espelho, qual miragem, seguida de duas improvisações com a mão direita: uma sobre os saltos de quinta, outra com uma cadência andaluza. Para a improvisação, poderá usar tanto o sol natural como o sol sustenido, consoante o acorde em questão. Naturalmente, também poderá usar ambas as notas, sendo uma nota de passagem.

18. Soluços – Um estudo com dedilhações desafiantes, como os soluços que teimam em não passar de imediato.

19. O Monstro do Sete – Compassos em sete tempos costumam assustar como se fossem um bicho-papão. Contudo, a experiência mostra que quanto mais cedo um aluno tiver contacto com este tipo de compassos, mais natural será a sua execução. À primeira vista, poderá parecer um bicho-papão com sustenidos na mão direita e bemóis na esquerda, mas, na realidade, é apenas uma escala de tons inteiros. A mão direita mantém quase sempre o mesmo padrão em cluster, enquanto a mão esquerda se move. Na improvisação do compasso 20, poderão ser usadas as mesmas notas iniciais, mantendo a posição da mão, ou explorar diferentes oitavas, com a confiança de que a mão direita manterá sempre o mesmo padrão.

20. O Espelho – Mais um estudo em espelho, desta vez com mais notas e alguns saltos.

21. O Comboio – Um estudo inspirado no som de um comboio a vapor. Cromatismos numa mão representam o movimento, enquanto a alternância entre quarta aumentada e sexta menor imita o tradicional apito.

22. Valsa – Nenhum conjunto de estudos para piano fica completo sem uma valsa. Aqui surgem vários movimentos em espelho, mas com articulações diferentes, sendo um bom aliado para praticar a independência das mãos no que respeita à articulação.

23. O Robô – Este estudo pretende transmitir a imagem mecânica de um robô. As notas seguem um padrão pentatónico à distância de meio tom, alternando sempre entre uma tecla branca e uma preta. A secção improvisada da mão esquerda, no compasso 10, poderá ser repetida ad libitum, quer numa tessitura curta, quer com saltos arrojados, sendo que a mão esquerda mantém o tempo e a mão direita entra em contratempo. Poderão existir pausas mais longas na improvisação. Na última pauta, o robô vai gradualmente ficando sem energia até cessar qualquer movimento.

24. O Cavalo – Um estudo divertido que começa com movimentos rápidos da mão direita, alternados com o trote da mão esquerda. Pretende ilustrar a ideia de um cavalo a passear sem pressas. Apesar de cada mão ter elementos independentes, os padrões permitem alternar a atenção entre as mãos com alguma liberdade.

25. O Escorrega – Este estudo divertido inspira-se na ideia de um escorrega, cheio de cromatismos. No início, incluem-se palmas, por ser divertido e também porque obriga a levantar as mãos do teclado e a regressar à posição inicial. Os acordes e cromatismos trocam de mão, permitindo dividir a atenção entre ambas.

26. Voar – Inspirado no voo das aves, este estudo apresenta intervalos de quinta que se transformam em sextas e até em sétimas, obrigando a mão a abrir-se como asas a bater. Adicione dinâmicas e, se necessário, um pouco de rubato, voando para onde a imaginação o levar.

27. Ibéria – Inspirado nas sonoridades do flamenco, explora características do instrumento e das mãos. Na maioria das passagens, a mão esquerda mantém a posição de um sus4, enquanto a mão direita, em espelho, reflecte a imagem de um sus2. Predominam teclas brancas, alternando sonoridades relaxadas com tensão quando surgem intervalos de meio tom. A duração das duas improvisações fica ao critério do intérprete.

28. Sonho da Matemática – Este estudo está baseado no modo lídio, alternando movimento entre as mãos: quando uma mão está em movimento, a outra mantém um padrão fixo. O nome foi escolhido pelo Filipe, provavelmente inspirado em O Diabo dos Números, de Enzensberger.

29. Arpejos nas Caraíbas – Será que existe uma forma divertida de praticar arpejos? Só se fôssemos de férias para as Caraíbas! Este estudo parte dessa premissa e inclui uma improvisação em modo mixolídio no compasso 10, bem como improvisações rítmicas nos compassos 16 e 20.

30. Nyah nyah nyah nyah nyaah nyaah! – A melodia evocada por este estudo tem muitos nomes pelo mundo, sendo sempre usada pelas crianças em tom de brincadeira. As passagens estão a meio tom, alternando teclas brancas e pretas. No final, é preciso “dormir” sobre as teclas pretas do piano, mas gentilmente, pois não queremos partir nenhuma corda!

31. O Castelo Fantasma – Um estudo fantasmagórico, baseado em acordes e escalas diminutas, os mais assustadores da música tonal. A secção improvisada com a escala diminuta no compasso 19 pode ter a duração que o intérprete desejar.

32. Sequências – Este estudo baseia-se em sequências de intervalos que se expandem numa mão e se contraem na outra. Pode ser interpretado com algum rubato e com dinâmicas ao gosto do intérprete.

33. Ciclo das Quintas – Como o nome indica, este estudo parte do ciclo das quintas no baixo, enquanto a mão direita executa cromatismos e trítonos. As secções improvisadas do compasso 41 podem ser repetidas opcionalmente. Como as notas estão indicadas, a ideia é improvisar apenas a duração, permitindo ritmos interessantes resultantes da alternância entre as mãos. Segue-se outra improvisação com trítonos no compasso 53 e, por fim, uma improvisação nos últimos compassos com a escala de tons inteiros, terminando num diminuendo até ao silêncio.

34. Perpetuum Mobile – Baseado em notas repetidas e na rápida alternância de mãos, este estudo deverá soar leve, o que requer ausência de tensão e um grande controlo dos diferentes dedos.

35. Passeio no Parque – Um estudo leve, com uma simpática improvisação em jónio, dórico, arpejos de mi bemol maior, ré bemol maior, si maior e escala de tons inteiros. A secção improvisada do compasso 15 poderá ser repetida quantas vezes for necessário.

Memórias de um Jovem Sonhador, Op. 7 – Este estudo está em dó menor, apesar de, logo no primeiro compasso, incluir dó natural, dó sustenido e si. Esta combinação de notas acompanha o estudo até ao final, resolvendo finalmente para dó sustenido, em oitavas, no último compasso.

Informação adicional
Peso 300 g
Compositor

Instrumento

Autor

Ricardo Matosinhos (1982)

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